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Covid-19. ONU prevê que economia da África do Sul demore cinco anos a recuperar

A economia sul-africana deverá demorar cinco anos a recuperar da recessão, advertiram as Nações Unidas, que estimam um aumento acentuado da pobreza e da desigualdade no país.

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A África do Sul é o país da África Subsaariana mais afetado pela Covid-19, ultrapassando 600 mil infeções e 13 mil infeções

KIM LUDBROOK/EPA

A África do Sul é o país da África Subsaariana mais afetado pela Covid-19, ultrapassando 600 mil infeções e 13 mil infeções

KIM LUDBROOK/EPA

A economia sul-africana deverá demorar cinco anos a recuperar da recessão prevista devido à pandemia de Covid-19, advertiram esta segunda-feira as Nações Unidas (ONU), que estimam um aumento acentuado da pobreza e da desigualdade no país.

De acordo com as previsões do Banco Central da África do Sul, o produto interno bruto do país, o mais industrializado em África, deverá contrair em 7,3%.

Numa tentativa de travar a propagação da Covid-19, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, ordenou, no final de março, medidas de contenção que colocaram a atividade do país em suspenso. Desde então, a maioria das restrições foram levantadas, mas a sua aplicação afetou severamente as empresas e a população sul-africana.

A África do Sul é o país da África Subsaariana mais afetado pela Covid-19, ultrapassando 600 mil infeções e 13 mil infeções.

Num estudo publicado esta segunda-feira, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) prevê uma “recuperação lenta [da economia sul-africana] até 2024”.

Antes da pandemia, a economia sul-africana apresentava-se já com algumas dificuldades, com um baixo crescimento, uma deterioração das finanças públicas e uma taxa de desemprego próxima dos 30%, que deve aumentar nos próximos meses. De acordo com o PNUD, a crise sanitária deverá aumentar a pobreza extrema no país e empurrar um terço dos agregados familiares de classe média para a categoria de vulnerável.

Recentemente, a África do Sul foi considerada por um relatório do Banco Mundial como o país mais desigual do mundo.

Cyril Ramaphosa, que recentemente lançou um plano de 24 mil milhões de euros para apoiar empresas e população mais pobre, prometeu hoje um novo programa para promover uma “nova economia que crie empregos e promova o crescimento inclusivo”, refere a agência France-Presse.

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